//helius.uvanet.br/index.php/eros/issue/feed Revista Eros 2026-09-20T15:31:06-03:00 Sérgio Ricardo Schultz sergio_schultz@uvanet.br Open Journal Systems <p align="justify">A <strong><em>Revista Eros</em></strong> (ISSN 2357-8246) é o periódico dos alunos do Curso de Graduação em Filosofia da Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA. De periodicidade anual e com a perspectiva de difundir pesquisas e reflexões sobre a Filosofia e seu ensino, a <em>Revista Eros</em> privilegia a publicação de trabalhos originais de acadêmicos de cursos de graduação em Filosofia, bacharelado e licenciatura, na forma de artigos, resenhas, traduções e entrevistas.</p> <p align="justify">&nbsp;</p> <p align="justify">A <strong>Revista Eros</strong> aceita submissão de artigos, traduções, resenhas e entrevistas em fluxo contínuo. Serão apreciados para publicação artigos inéditos, em conformidade com a linha editorial e as diretrizes da revista.</p> <p align="justify">A <strong>Revista Eros</strong> não aceitará submissões por e-mail ou impressas. Para enviar uma contribuição científica à revista, o autor deve realizar seu cadastro no site. Após o cadastro, o autor deve seguir um processo em etapas, conforme as instruções contidas no site.</p> <p align="justify">Todos os artigos submetidos à apreciação do Comitê Científico serão subsequentemente avaliados por pares às cegas (<em>double blind peer review</em>). As orientações aos autores podem ser consultadas em: Sobre -&gt; Submissões.</p> <p align="justify">Dúvidas e sugestões podem ser enviada através do e-mail: revistaeros@yahoo.com.br</p> //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/412 As leis como construção coletiva 2026-09-11T21:51:14-03:00 Ana Carla da Silva anacarlasilvaah2007@gmail.com <p>O presente trabalho tem como objetivo reconstruir a concepção de justiça em Protágoras a partir das interpretações de Vérgniéres (1988), Romeyer-Dherbey (1986) e Guthrie (1995). Como veremos, nessa concepção, o elemento principal para ser possível a vida em comunidade seria o laço político, na medida em que, seguindo o mito, a justiça (diké) e o pudor (aidos) são distribuídos aos homens por Hermes não como imposição de leis divinas, mas como uma capacidade humana de instituir o justo. Desse modo, o estudo busca expor como a justiça se configura como fundamento na vida política. Nós realizamos a uma análise filosófica e interpretativa ao mito protagórico, considerando também a sua relação com o relativismo, que diz ser a verdade algo relativo, e o agnosticismo, que diz serem os deuses inexplicáveis. Assim sendo, Protágoras recusa uma justiça transcendente, destacando o papel da cidade como um espaço de construção normativa. Para o sofista, a retidão se torna algo necessário para a coletividade, assim a discussão evidencia que a lei se torna o critério para a justiça. Destarte, não há um padrão absoluto de equidade, mas múltiplas definições construídas coletivamente, partindo da sociedade e da educação. Consequentemente, na concepção de Protágoras, a justiça não deriva da natureza ou dos deuses, mas da comunidade política.</p> 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/413 A filosofia da matemática na Grécia Antiga 2026-09-11T22:18:51-03:00 Antonio Alison Paiva Braga antonio.alissu@outlook.com <p>O interesse dos filósofos pela matemática e seu método de produção de conhecimento acompanha a reflexão filosófica desde sua origem. Para Pitágoras, por exemplo, o fundamento do Universo são os números, considerando sua harmonia, proporção e ordem. A concepção de um elemento abstrato como fundamento do Universo influenciou diretamente o pensamento de Platão, para quem a matemática era o principal instrumento de acesso ao mundo das Formas. Aristóteles, discípulo de Platão, discordava de seu mestre, argumentando que não existe um mundo das Formas separado do mundo físico, e portanto acreditava que os números são apenas aspectos de objetos e coleções de objetos reais. Platão e Aristóteles constituem filósofos paradigmáticos em muitos aspectos, o que também inclui suas concepções acerca dessa ciência tão fundamental que é a matemática. Seus pensamentos acerca do tema influenciaram diretamente as teorias que seriam formuladas posteriormente, ecoando em toda história da filosofia da matemática e, portanto, da Filosofia em si.</p> 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/414 O eclipse do mundo comum 2026-09-11T22:23:01-03:00 Benedito Carlos dos Santos Mesquita benedito_15@hotmail.com Tailine Angelo Silva Tailineangelo88@gmail.com <p>Este artigo analisa o processo de esvaziamento do espaço público na contemporaneidade à luz da filosofia política de Hannah Arendt, investigando como as transformações promovidas pela sociedade digital afetam a constituição do mundo comum, a experiência da pluralidade e a preservação da dignidade política. A pesquisa parte da hipótese de que o ambiente digital, embora amplie as possibilidades de comunicação e mobilização, tende a fragilizar o espaço público ao substituir a ação compartilhada por formas de participação marcadas pela instantaneidade, pela lógica algorítmica e pela performance. Metodologicamente, o estudo baseia-se em revisão bibliográfica, articulando o pensamento arendtiano com contribuições de Byung-Chul Han, Seyla Benhabib, Michel Foucault e outros comentadores contemporâneos. Os resultados indicam que a mediação algorítmica e a cultura da visibilidade convertem o reconhecimento mútuo em competição, enfraquecendo a pluralidade e a liberdade como fundamentos da política. Conclui-se que o eclipse do mundo comum não representa o desaparecimento absoluto da política, mas o obscurecimento das condições que a tornam possível, exigindo a reconstrução de espaços capazes de preservar a dignidade política e a ação entre sujeitos plurais.</p> 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/415 Corpo sem Órgãos e diálogo entre filosofia ocidental e indiana 2026-09-11T22:26:16-03:00 Ennya Sonia Neves Ripardo enny.ripardo@gmail.com <p>Este trabalho investiga a possibilidade de um diálogo intercultural entre a filosofia ocidental e as filosofias indianas, tomando como base o artigo “Reflections of Indian Philosophy in Deleuze’s “Body Whithout Organs””, de Meenu Gupta. O objetivo é evidenciar a relevância do diálogo entre essas tradições filosóficas por meio das aproximações conceituais estabelecidas por Gupta entre o pensamento deleuziano e as noções de <em>moksha </em>e <em>nirvana</em>. Apesar de ambos os conceitos pertencerem a tradições distintas dentro do pensamento indiano, estes conceitos foram adotados pela autora porque caracterizam estados de libertação do sofrimento. Partimos, portanto, de uma leitura e análise hermenêutica do artigo de Gupta, relacionada a estudos da filosofia deleuziana, análise esta que nos permite observar que tanto o conceito de Corpo sem Órgãos (CsO) quanto as noções de <em>moksha </em>e <em>nirvana</em>, na interpretação apontada por Gupta, apontam para um processo de transformação contínua, no qual a libertação não constitui um objetivo final, mas um constante devir. Com isso, o objetivo deste artigo é evidenciar o diálogo intercultural como caminho para a ampliação dos horizontes da investigação filosófica, contribuindo para uma compreensão menos restrita ao cânone filosófico ocidental.</p> 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/416 A crítica platônica ao discurso poético-religioso da religião grega tradicional e sua aplicação na contemporaneidade 2026-09-11T22:29:30-03:00 Eric Samuel Oliveira Barros ericksamuel019@gmail.com <p>A religião, enquanto fenômeno humano, está intrinsecamente ligada com a história das sociedades. A política, não diferente, também é um elemento que sempre esteve presente na experiência humana desde o surgimento das primeiras civilizações que se tem registro. A prática de uma, por muito tempo, esteve conectada com a outra. A sua separação ainda é um acontecimento muito recente e somente a nível legal, visto que culturalmente ainda estão muito ligadas. Nesse sentido, cabe trazer o que Platão discute sobre a temática em República, a partir de uma análise da tradição poética grega, em especial Homero e Hesíodo. Platão apresenta uma crítica ao discurso poético-religioso e como ele afeta a pólis, o Estado, argumentando que as histórias transmitidas pelos poetas instiguem paixões, discordâncias e aspirações que podem pôr em risco o desenvolvimento da cidade ideal ao identificar os deuses com características humanas. Os poetas mostram um divino que é tão discordante, egoísta, raivoso e pecador quanto a humanidade. Uma vez que a Justiça − fundamento ético-político para o Estado − é reconhecida como harmonia de funções na pólis, uma religião que, em seus ritos, alimenta essas paixões, é nociva para a prática política e o alcance da felicidade. Com esse ângulo, pretende-se apresentar essa crítica e aplicá-la ao discurso político-religioso da modernidade, como estes justificam guerras, massacres e processos violentos dentro das próprias nações onde são praticados.</p> 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/421 O eclipse da vítima e a idolatria do sistema 2026-09-11T23:11:01-03:00 Francisco Tiago dos Santos Fs502761@gmail.com Renato Almeida de Oliveira renato_oliveira@uvanet.br <p>O presente artigo tem como objetivo compreender a relação entre os conceitos de fetichismo e antifetichismo na obra de Enrique Dussel, destacando suas implicações éticas, políticas e epistemológicas para o pensamento crítico latino-americano frente ao atual eclipse da ordem global. Partindo da Filosofia da Libertação, Dussel desenvolve uma crítica à razão moderna e ao paradigma eurocêntrico, compreendendo o fetichismo como a absolutização de mediações históricas, econômicas, políticas e religiosas que se tornam idólatras ao ocultar o Outro e legitimar estruturas de dominação. Em contraposição, o antifetichismo configura-se como movimento de desvelamento e libertação, por meio do qual se recupera a exterioridade negada das vítimas e se afirma uma racionalidade ética fundada na alteridade. A pesquisa, de caráter bibliográfico e analítico, fundamenta-se principalmente nas contribuições de Dussel, dialogando também com Karl Marx e Emmanuel Levinas. Os resultados evidenciam que o antifetichismo expressa um princípio ético-prático de libertação e descolonização do saber, propondo uma reconfiguração emancipatória do pensamento a partir das periferias do mundo.</p> 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/398 Reflexões sobre a indústria cultural e o saber técnico-operacional em Adorno 2026-06-22T09:06:48-03:00 Genilson da Conceição Oliveira genilsonolive15@gmail.com Ermínio de Sousa Nacimento nascimento_erminio@uvanet.br <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa o conceito de indústria cultural no pensamento de Theodor W. Adorno (1903-1969) em parceria com Max Horkheimer (1895-1973), sobretudo, na obra </span><em><span style="font-weight: 400;">Dialética do Esclarecimento</span></em><span style="font-weight: 400;"> (1985), buscando compreender os impactos da mercantilização da cultura na formação social e cultural dos indivíduos. Para isso, investiga-se como a cultura, na sociedade capitalista deixa de exercer uma função crítica e emancipadora para transformar-se em produto voltado ao consumo das massas. Nesse contexto, a vida em sociedade é marcada por uma racionalidade instrumental que orienta a produção cultural para atender interesses econômicos do capitalismo tardio, tendo a indústria cultural como mecanismo de controle social, para padronizar o comportamento das pessoas na sociedade. </span></p> 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/423 Relato de experiência 2026-09-13T15:36:34-03:00 Iego Jereson Albuquerque Fernandes iego.filosofia.shalom@gmail.com <p>O presente relato de experiência analisa a prática docente desenvolvida na Escola Estadual de Educação Profissional (EEEP) Gerardo José Dias de Loiola, em Forquilha, Ceará, prática voltada ao fortalecimento da vivência democrática por meio do ensino de Filosofia no Ensino Médio Técnico. Frente à crescente polarização ideológica contemporânea e aos impactos sociais da mercantilização educacional, estruturou-se uma intervenção pedagógica que alinha às diretrizes da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB nº 9.394/1996) e as competências gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2018) a um referencial teórico crítico. A fundamentação ampara-se na Pedagogia da Autonomia (1996) de Paulo Freire e na Teoria do Agir Comunicativo (2012) de Jürgen Habermas. Por meio de oficinas de debate fundamentado e intervenções comunitárias de caráter itinerante, os estudantes do curso Técnico em Informática foram estimulados a exercer o protagonismo e a argumentação racional. Os resultados indicam um expressivo avanço no engajamento dos discentes, na capacidade de filtragem crítica diante do fenômeno da desinformação e na consolidação da cidadania ativa, o que culminou no reconhecimento público do projeto em âmbitos estaduais e evidenciou a Filosofia como um componente indispensável para a manutenção dos valores democráticos.</p> 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/424 A natureza do movimento impelido pelo primeiro motor imóvel na Metafísica de Aristóteles 2026-09-13T18:42:16-03:00 Jocilane Sousa lanemonte32@gmail.com <p>O trabalho apresentado consiste em uma análise hermenêutica acerca do movimento impulsionado pelo Primeiro Motor de acordo com Aristóteles. Essa temática, introduzida na obra Metafísica, parte da questão de como esse ente move sem ser ao mesmo tempo movido, da qual derivam duas distintas interpretações: a da causalidade eficiente e da causalidade final. Tendo isso em vista, o trabalho se propôs a estabelecer um comparativo entre as duas exegeses, sintetizando-as em uma posição última acerca da natureza do movimento referido. Posto isso, a hipótese inicial concebeu a visão finalística como aquela de maior aproximação com o texto de Aristóteles. Para sua verificação, utilizou-se o método bibliográfico de pesquisa, analisando o texto do livro XII da Metafísica sob duas chaves interpretativas. A primeira delas pertence a Enrico Berti, em seu livro Estrutura e significado da metafísica de Aristóteles ([2006] 2012a) e no artigo “La causalidad del Motor inmóvil según Aristóteles” (2012b), onde teoriza a contradição existente entre a essência do Primeiro Motor, que é ato, e a compreensão finalística do inteligível, do desejável e do amor diante do entendimento do primeiro movimento e da finalidade dos entes. A segunda é proposta por Kevin Flanery, no artigo “A causalidade do Deus aristotélico: a propósito da interpretação de Enrico Berti a respeito do primeiro motor imóvel" ([2011] 2014). Nele, o autor afirma a concomitância da eficiência e finalidade, concebendo a primeira esfera como estática em relação ao Primeiro Motor. Diante disso, verificou-se na concepção flaneryana maior plausibilidade, confirmando a hipótese e alcançando o objetivo proposto.</p> 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/417 Não se come dinheiro 2026-09-11T22:37:21-03:00 José Joelson Hipólito Joelsonhipolito99@gmail.com Willi Ferreira da Silva wili2005ferreira@gmail.com <p>O artigo apresenta a crítica de Ailton Krenak à sociedade contemporânea. A sociedade é pautada por um ideal de humanidade estabelecido por uma forma de vida específica que é submetida ao viés econômico. E isto implica no resrespeito à natureza e aos outros modos de existência que não se encaixam nos valores mercadológicos estabelecidos pela sociedade. Krenak (2020) sustenta que a humanidade defendida por alguns não abarca todos os indivíduos. Essa humanidade é aquela que explorar seus semelhantes a partir da lógica neoliberal. Nessa concepção, o mundo é assolado por um fantasma invisível chamado Economia, e as ações são tomadas mediante o medo deste fantasma manifestar-se instável. Diante disso, o autor destaca que a mãe terra está nos avisando que somos todos um e está demonstrando que somos um organismo vivo, assim como os demais ao nosso redor. Além disso, o Indígena sustenta que a vida não deve girar em torno da utilidade do mundo capitalista, pois a vida não tem utilidade, ela deve ser apenas vivida. Portanto, Krenak (2020) defende a necessidade de uma “consciência coletiva”, pois apenas dessa forma é possível alcançar mudanças significativas para que a humanidade deixe de ser dividida não só consigo mesma, mas também com a mãe terra.</p> 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/418 A instabilidade democrática na sociedade do capital 2026-09-11T22:55:15-03:00 Leandro Lelis Matos leandro_lelis@uvanet.br <p>Este texto tem como objetivo apresentar algumas reflexões sobre o tema da instabilidade democrática na sociedade do capital, a partir da seguinte problematização: o fascismo na contemporaneidade encontra abrigo nas sociedades democráticas, pois fascismo e democracia não são excludentes em uma estrutura capitalista. O desenvolvimento dessa reflexão está articulado em quatro momentos, não necessariamente encadeados. O primeiro momento, a partir das análises de Newton Bignotto em <em>O Brasil à procura da democracia: da proclamação da República ao século XXI (1889-2018),</em> diz respeito à análise de como o conceito de <em>fascismo</em> é utilizado na sociedade brasileira, cuja busca pela democracia ainda é uma questão fundamental. O segundo momento corresponde à crítica de Deleuze e Guattari, em <em>O que é a Filosofia?</em> e <em>Mil platôs,</em> à democracia contemporânea nas sociedades liberais, as quais lidam com práticas fascistas a partir de seus aparatos estatais. O terceiro momento aborda a perspectiva do estado fascista como um estado suicidário e violento por natureza, retomando Deleuze e Guattari em conjunto com a análise de Vladimir Safatle, em <em>A ameaça interna: psicanálise dos novos fascismos globais. O quarto momento versa sobre uma possível saída das opressões nas sociedades democráticas, pensada a partir do conceito deleuziano de devir-minoritário como proposta política.</em></p> 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/419 A linguagem em "O que é isso - a Filosofia?" de Heidegger 2026-09-11T22:59:29-03:00 Mateus Silveira mssaakc@gmail.com <p>Este artigo propõe uma leitura da relação entre linguagem e Ser em “<em>O que é isto – a filosofia”? </em>de Martin Heidegger. A partir da crítica heideggeriana à tradição metafísica, evidencia-se que a linguagem não é mero instrumento de comunicação, mas o lugar onde o Ser se manifesta. Na “casa da linguagem” o homem habita o mundo e compreende seu próprio ser. A hermenêutica, nesse contexto, é o modo fundamental de ser do humano, e a poesia, a linguagem privilegiada do desvelamento (<em>aletheia</em>). Por meio dessa leitura, discute-se como a filosofia é um modo de escuta do Ser e de retorno à palavra originária. A reflexão culmina em uma análise da atualidade da linguagem heideggeriana diante do mundo técnico e digital contemporâneo.</p> 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/420 Enrique Dussell 2026-09-11T23:06:11-03:00 Paulo Victor Souza dos Santos souzadossantospaulovictor173@gmail.com <p>O presente artigo apresenta a filosofia proposta por Enrique Dussel, um filósofo da libertação que desenvolve uma filosofia crítica voltada para o contexto latino-americano. O foco de nossa discussão recai sobre o conceito de Trans-modernidade e em como esse conceito de Dussel se estende dentro da história do Cristianismo no Ocidente e na América Latina. Desta perspectiva, discutiremos a ideia de Fetichismo Religioso abordando sua conexão com a construção da Modernidade no ano de 1492 d.C, e abordar o papel do Cristianismo nesse processo. A partir disso, é necessário, abordar a crítica de Dussel e sua proposta uma nova filosofia que transforma e revoluciona o Cristianismo, e logo a noção de Religião Anfetichista surge como instrumento de práticas de Libertação, utilizando a fé e a Ética como forma de proporcionar um âmbito mais prático desse modo de libertação e desse modelo tradicional fetichista da religião. Dessa forma, essas noções se tornam o centro da questão do artigo desenvolvido, e a conexão com a Trans-modernidade.</p> 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/422 A essência humana como relação 2026-09-11T23:16:25-03:00 Wili Ferreira da Silva wili2005ferreira@gmail.com José Joelson Hipólito Joelsonhipolito99@gmail.com <p>O presente artigo analisa a concepção de essência humana desenvolvida por Ludwig Feuerbach, destacando a compreensão do homem como um ser essencialmente relacional. Em oposição à tradição idealista e ao individualismo filosófico, Feuerbach propõe que a humanidade se constitui na convivência com o outro, tendo o amor, a sensibilidade e a comunidade como fundamentos da existência. A pesquisa possui caráter bibliográfico, fundamentando-se principalmente na obra <em>Ludwig Feuerbach e A Essência do Cristianismo: Antropologia, Ética e Política na Década de 1840</em>, de José Edmar Lima Filho. Discute-se como a crítica à religião, ao individualismo e ao idealismo conduz a uma concepção antropológica em que o homem concreto ocupa o centro da reflexão filosófica. Por fim, argumenta-se que o pensamento feuerbachiano permanece atual diante das relações sociais contemporâneas, marcadas pelo isolamento, pela individualização e pela fragilidade dos vínculos humanos.</p> 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/429 As implicações do conceito deleuziano de rizoma na noção de conhecimento no mundo contemporâneo 2026-09-15T22:54:17-03:00 Luis Victor Souza Albuquerque Aragão victor.albuquerque@gmail.com <p>Este trabalho analisa o conceito de rizoma, formulado por Gilles Deleuze e Félix Guattari, que propõe uma nova compreensão do conhecimento ao romper com modelos hierárquicos e lineares. O objetivo é investigar as implicações dessa abordagem no mundo contemporâneo. A metodologia apoia-se em uma pesquisa teórica e qualitativa da introdução de <em>Mil Platôs</em>, com foco nos seis princípios fundamentais do rizoma, alinhada ao estudo do texto de Diosana Frigo, “A circulação da “fala de Jair Bolsonaro”: o mapa rizomático de um acontecimento na sociedade em midiatização”. Diferente do modelo “arborescente”, focado em raízes únicas e estruturas fixas, o rizoma constitui um sistema aberto, descentralizado e em constante transformação. Na contemporaneidade, essa perspectiva se reflete na dinamização dos saberes, que se conectam sem hierarquia predefinida e formam redes de informação (como a própria Internet). O conhecimento deixa de ser uma busca por verdades absolutas para tornar-se uma cartografia de intensidades, ampliando a visão do saber como algo plural e interconectado. Por fim, o estudo evidencia que o rizoma é essencial para superar as limitações dos modelos tradicionais de ensino e aprendizagem. Ao promover uma perspectiva descentralizada, o conceito valida a complexidade atual e consolida o conhecimento como um processo contínuo de experimentação e interconexão.</p> 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/425 Escrevendo um resumo simples (em Filosofia) 2026-09-15T17:25:38-03:00 Sérgio Ricardo Schultz sergio_schultz@uvanet.br <p>Apresento aqui algumas dicas sobre como escrever um resumo simples. Tomo o modelo do que foi pedido para a XX Semana de Filosofia da Universidade Estadual Vale do Acaraú, mas o que digo se aplica a resumos simples de modo geral. Proponho um passo a passo para a escrita de um resumo. Os passos fundamentais são ter já feito uma pesquisa, caso contrário, não há o que ser resumido, e ler o edital do evento para saber o formato, limites e demandas do resumo. Os passos seguintes são a escrita mesma do resumo: introdução, objetivo, metodologia, resultados, e considerações finais e/ou conclusão e título. Concluo com uma dica a mais, a relevância de se ler resumos para poder escrever um, e uma breve consideração sobre uso de inteligência artificial.</p> 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/427 Sumário, vol. 5, n. 1 2026-09-15T21:09:11-03:00 Sérgio Ricardo Schultz sergiorschultz@gmail.com 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/428 Editorial - vol.5, n.1 2026-09-15T21:11:31-03:00 Sérgio Ricardo Schultz sergiorschultz@gmail.com Mateus Sousa Silveira mssaakc@gmail.com 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/406 O poder em Michel Foucault 2026-09-10T17:52:14-03:00 Alessandra Lopes Vasconcelos alessandra.lvadv2@hotmail.com <p>Michel Foucault realiza uma inflexão decisiva na compreensão do poder ao afastá-lo de uma concepção centrada no Estado ou na soberania, passando a entendê-lo como uma rede de relações difusas que atravessam o corpo social. Nessa perspectiva, o poder não é algo que se possui, mas um conjunto de práticas que circulam e produzem efeitos sobre corpos, saberes e condutas (FOUCAULT, 2024; 2025). O foco analítico desloca-se, assim, da titularidade para o funcionamento do poder. Este trabalho tem como objetivo analisar a concepção foucaultiana de poder, destacando seu caráter relacional, produtivo e imanente, bem como compreender como ele se exerce por meio de dispositivos das instituições modernas, constituindo subjetividades e regulando práticas sociais. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica e abordagem teórico-descritiva, fundamentada na leitura de obras como <em>Vigiar e Punir </em>(2014), <em>A Vontade de Saber </em>(2024) e <em>Microfísica do Poder </em>(2025). A análise evidencia que, em Foucault, o poder é essencialmente produtivo: ele produz discursos, saberes e identidades, operando por meio de dispositivos como a escola, o hospital e a prisão (FOUCAULT, 2014). Trata-se de uma rede móvel de relações que atravessa os indivíduos, fazendo deles simultaneamente alvos e agentes. Conclui-se que essa concepção rompe com visões clássicas ao compreender o poder como imanente às relações sociais. Assim, a resistência não é externa, mas inerente ao próprio campo de forças, surgindo como possibilidade constante de transformação.</p> 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/405 A Importância da sensibilidade para a filosofia feuerbachiana 2026-09-10T17:48:47-03:00 Auricélio Furtado De Loiola Júnior juniorfurtado1000@gmail.com <p>A sensibilidade é um dos conceitos mais intrigantes para o homem e para Ludwig Feuerbach é o pilar central para a construção de sua filosofia e para a ruptura com o idealismo abstrato que dominava o pensamento de seus predecessores. Neste sentido, o objetivo é explorar, através das reflexões de Ludwig Feuerbach, aborda a importância dos sentidos e da realidade concreta para o desenvolvimento do seu pensamento filosófico alinhado com a experiência humana. Para Feuerbach, o conhecimento não tem como ponto de partida as abstrações teóricas, mas vivência sensível: os sentidos se tornam o ponto de partida essencial da filosofia, criando uma ligação entre o indivíduo e a realidade concreta. Nesse contexto, a sensibilidade não é mais vista como algo secundário em relação à razão, mas é reafirmada como um elemento estrutural fundamental para seu desenvolvimento. A perspectiva abordada por Feuerbach representa uma mudança significativa no campo da filosofia, aproximando-a de situações mais concretas da vida. Sua filosofia coloca o ser humano, com suas experiências sensíveis e relações diárias, no centro da reflexão. Nesse caso, a análise realizada mostra que a sensibilidade tem uma grande importância para se pensar a filosofia, afastando-se do abstrato e mergulhando na experiência concreta.</p> 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/408 Reflexões sobre educação e ética à luz do pensamento de Adorno 2026-09-11T20:35:26-03:00 Ermínio de Sousa Nascimento herminionascimento@yahoo.com.br Priscila Pontes Bezerra Mendes priscilla.prof@hotmail.com <p>O presente resumo intitulado “Reflexões sobre educação e ética à luz do pensamento de Adorno”, tem por objetivo explicitar a crise da formação cultural na contemporaneidade, tendo como resultado a regressão à barbárie da humanidade. Essa questão é denunciada, por um lado, expondo os <em>modus operandi </em>do imperativo econômico e político da sociedade capitalista e, por outro, o <em>imperativo categórico </em>kantiano, ambos atuando para conduzir a pessoa a renunciar a sua vontade. No primeiro caso, em nome dos interesses econômico e político da classe dominante e, no segundo caso, em defesa de uma lei universal instituída pela razão, mostrando-se inoperante para combater os problemas vivenciados pela humanidade, sobretudo, no século XX, tais como a I e a II Guerra Mundial e os campos de extermínio, enquanto expressão do que Adorno (2010) denominou de crise da formação cultural. A pesquisa é de cunho bibliográfico, analisando, sobretudo, as obras de Adorno: <em>Educação e emancipação </em>(1995); <em>Teoria da semiformação </em>(2010) e a <em>Dialética do esclarecimento </em>(1985), bem como a <em>Fundamentação da metafísica dos costumes </em>(2009) de Kant. Na investigação, diante de práticas de violência anunciado acima, depois de 200 anos do <em>imperativo categórico </em>kantiano, ao invés de se pensar em princípio moral universal, assume-se o dever negativo de denunciar que não há justiça para os corpos violentados no passado, para o sofrimento vivido por milhões de pessoas durante o regime nazista na Europa (Tiburi, 2001). O dever negativo é um instrumento de denúncia acerca de como a vida em sociedade não deve ser.</p> 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/409 A esfera pública em Habermas 2026-09-11T21:03:47-03:00 Igor Lewrchuk De Paiva igorlewtchuk@hotmail.com <p>A presente proposta visa refletir o percurso do conceito de esfera pública através de suas mudanças e diagnósticos críticos em Jürgen Habermas. Enquanto pesquisa recém-iniciada, objetiva-se perpassar os potenciais democráticos e antidemocrático em tal conceito. Segundo Oliveira (2021), em <em>Mudança Estrutural da Esfera Pública</em>, Habermas investiga uma alteração na lógica da esfera pública política através da esfera pública burguesa e da imprensa moderna, marcada por um ideal de publicidade kantiano, porém corrompida pelo poder e pelo dinheiro. Já <em>Facticidade e Validade </em>(2021), ele desenvolve sua análise sob o fio condutor da democracia deliberativa e seu potencial de revitalização daquela esfera. Todavia, em <em>Uma nova mudança estrutural da esfera pública </em>(2023), Habermas perpassa novas estruturas discursivas e comunicacionais da mídia online de abrangência global, porém fragmentada. Portanto, Habermas (2023), ainda, vê um potencial democrático nos espaços deliberativos das mídias, embora após a invasão do Capitólio nos EUA, demonstre uma preocupação com a falta de normatividade e deformação da esfera pública política.</p> 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/411 Manipulação política 2026-09-11T21:20:55-03:00 Thallison Lourenço Nascimento lourencoxv@gmail.com <p>Esse trabalho analisa um dos mecanismos de manipualçao política, o fenômeno dos “apitos caninos” (dogwhistles). Diante das lentes da filosofia da linguagem e da teoria dos atos de fala, o objetivo é investigar como expressões aparentemente neutras operam expressando mensagens codificadas a grupos específicos em discursos políticos modernos. A metodologia consiste em uma revisão bibliográfica da obra de Jennifer Saul e Pedro Santos, onde são explicitados alguns mecanismos e distinções sobre o fenômeno do “apito canino”, em especial, a distinção entre conteúdo “frontdoor” (ostensivos) e “backdoor” (dissimulados). Os resultados apontam que os apitos caninos permitem a manipulação do discurso político, através mensagens codificadas que ativam preconceitos sociais ocultos, de maneira que os ouvintes resistiriam se o conteúdo da mensagem fosse explicito. Discute-se os impactos destas práticas para o debate democrático ao distorcer e manipular o debate público. Conclui-se que essa manipulação aplicada exige uma análise que ultrapassa o limite semântico literal, usando técnicas que consistem em tornar evidente os conteúdos implícitos e as premissas manipuladoras, mantendo em segurança o discurso democrático e ético.</p> 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/426 Capa e folha de rosto, v. 5, n. 1 2026-09-15T21:04:14-03:00 Sérgio Ricardo Schultz sergiorschultz@gmail.com 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/407 Uma diferenciação epistêmica entre sentenças matemáticas a partir do conceito fregeano de sentido 2026-09-10T17:57:20-03:00 Elias Ferreira Marques Júnior eliasfmj07@gmail.com <p>O presente trabalho aborda a diferencia entre os níveis de agregação de conhecimento possíveis em sentenças matemáticas. Neste contexto, procurou-se ilustrar como a análise de enunciados matemáticos pode fornecer diferentes tipos de informações. Para isso empregou-se como metodologia uma reconstrução do argumento fregeano contra o modelo de referência direta. Nesta argumentação, defende-se a existência de um elemento intermediário, chamado sentido (<em>Sinn</em>), que realiza a mediação entre o sinal e sua referência. Nesta estruturação, considera-se idealmente que diferentes sinais podem expressar um mesmo sentido, diferentes sentidos podem denotar uma mesma referência, mas um mesmo sentido não deve denotar mais de uma referência e um mesmo sinal não deve expressar mais de um sentido. Tomando-se esta estrutura por base, percebeu-se que, quanto ao conteúdo informativo dos enunciados matemáticos, pode-se ter: mera reprodução do princípio de identidade, reprodução de regras sintáticas ou agregação de conhecimento particular.</p> 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros //helius.uvanet.br/index.php/eros/article/view/410 A formação de um sistema jurídico na filosofia política de Thomas Hobbes 2026-09-11T21:18:00-03:00 Jadson Bruno Rocha Cavalcante jadsoncavalcanteadv@gmail.com <p>Esta pesquisa analisa a formação de um sistema jurídico em Thomas Hobbes, investigando a interação entre lei natural e lei civil. O problema central questiona como essa relação mútua transforma preceitos racionais em normas eficazes para a manutenção da paz. Metodologicamente, realiza-se um estudo teórico-bibliográfico com foco na obra <em>Leviatã</em>. A hipótese sustenta que a lei natural oferece o fundamento de validade, enquanto a lei civil provê a eficácia coativa. Conclui-se que ambas são partes complementares de um sistema autorreferencial, essencial para converter a subjetividade do estado de natureza na objetividade do estado civil.</p> 2026-09-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Eros