Crítica à metafísica a partir de Martin Heidegger

  • Wender Da Costa Dias Universidade Estadual Vale do Acarau
Palavras-chave: Conhecimento, Metafísica, Ser

Resumo

Martin Heidegger (1889-1976) elaborou uma crítica à metafisica, que constitui o modo de pensamento que, desde de Platão, até nossa atualidade, caracteriza o modo de pensar no ocidente, baseado no dualismo sujeito e objeto. O homem, com seu aparato intelectual, está separado do mundo que, por sua vez, sendo objeto, deve ser representado pelo sujeito para adquirir realidade e legitimidade. Para Heidegger, a relação de sujeito e objeto destitui o homem da sua relação originária com o mundo. Heidegger pensou o homem como existência com uma constituição ontológica primordial com o mundo, denominando-o ser-aí, Dasein, enquanto ser-no-mundo. Essa constituição primordial tem sido esquecida pela metafísica, mas, Heidegger a constata, ou seja, retira de seu âmbito de esquecimento partindo da análise crítica da metafísica tradicional realizada no interior de uma analítica existencial do homem, e posta em questão. Para Heidegger, há a necessidade de uma destruição da ontologia tradicional, e sua intenção é empreender uma crítica à metafísica em toda sua conceitualização. O ponto inicial é a questão do sentido do ser em seu esquecimento. A metafísica teria esquecido o ser mesmo, originário, que pela primeira vez teria se manifestado como questão e interrogação entre os gregos. Para esclarecer essa questão é necessária uma investigação ontológica sobre o sentido do ser. Nosso objetivo divide-se em três partes: a primeira, constitui-se em mostrar os pré-conceitos que proporcionaram o esquecimento do ser. A segunda, consiste em apresentar a analitica existencial do ser-aí. E na terceira e última parte, mostrar como a metafisica é superada.
Publicado
2022-06-17