O poder em Michel Foucault
Palavras-chave:
Foucault, Poder, Relações sociaisResumo
Michel Foucault realiza uma inflexão decisiva na compreensão do poder ao afastá-lo de uma concepção centrada no Estado ou na soberania, passando a entendê-lo como uma rede de relações difusas que atravessam o corpo social. Nessa perspectiva, o poder não é algo que se possui, mas um conjunto de práticas que circulam e produzem efeitos sobre corpos, saberes e condutas (FOUCAULT, 2024; 2025). O foco analítico desloca-se, assim, da titularidade para o funcionamento do poder. Este trabalho tem como objetivo analisar a concepção foucaultiana de poder, destacando seu caráter relacional, produtivo e imanente, bem como compreender como ele se exerce por meio de dispositivos das instituições modernas, constituindo subjetividades e regulando práticas sociais. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica e abordagem teórico-descritiva, fundamentada na leitura de obras como Vigiar e Punir (2014), A Vontade de Saber (2024) e Microfísica do Poder (2025). A análise evidencia que, em Foucault, o poder é essencialmente produtivo: ele produz discursos, saberes e identidades, operando por meio de dispositivos como a escola, o hospital e a prisão (FOUCAULT, 2014). Trata-se de uma rede móvel de relações que atravessa os indivíduos, fazendo deles simultaneamente alvos e agentes. Conclui-se que essa concepção rompe com visões clássicas ao compreender o poder como imanente às relações sociais. Assim, a resistência não é externa, mas inerente ao próprio campo de forças, surgindo como possibilidade constante de transformação.Downloads
Publicado
2026-09-15
Edição
Seção
Anais da Semana de Filosofia da UVA - Resumos
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