O eclipse da vítima e a idolatria do sistema
fetichismo e antifetichismo na Filosofia da Libertação de Enrique Dussell
Palavras-chave:
Fetichismo, Antifetichismo, Filosofia da Libertação, Ética da AlteridadeResumo
O presente artigo tem como objetivo compreender a relação entre os conceitos de fetichismo e antifetichismo na obra de Enrique Dussel, destacando suas implicações éticas, políticas e epistemológicas para o pensamento crítico latino-americano frente ao atual eclipse da ordem global. Partindo da Filosofia da Libertação, Dussel desenvolve uma crítica à razão moderna e ao paradigma eurocêntrico, compreendendo o fetichismo como a absolutização de mediações históricas, econômicas, políticas e religiosas que se tornam idólatras ao ocultar o Outro e legitimar estruturas de dominação. Em contraposição, o antifetichismo configura-se como movimento de desvelamento e libertação, por meio do qual se recupera a exterioridade negada das vítimas e se afirma uma racionalidade ética fundada na alteridade. A pesquisa, de caráter bibliográfico e analítico, fundamenta-se principalmente nas contribuições de Dussel, dialogando também com Karl Marx e Emmanuel Levinas. Os resultados evidenciam que o antifetichismo expressa um princípio ético-prático de libertação e descolonização do saber, propondo uma reconfiguração emancipatória do pensamento a partir das periferias do mundo.Downloads
Publicado
2026-09-15
Edição
Seção
Anais da Semana de Filosofia da UVA - Artigos
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