Desafios da divulgação e da popularização da ciência em tempos de pandemia

  • Thiago Lustosa Jucá Petrobras/UFC
  • Muciana Aracely da Silva Cunha UFC
  • Rérisson Máximo IFCE
Palavras-chave: COVID-19, Notícias falsas, Cultura científica, Pré-impressões

Resumo

Este ensaio acadêmico discute desafios de divulgação e popularização da ciência em tempos de pandemia da COVID-19. O contexto atual é desafiador, não apenas pelo fato de toda a presente geração enfrentar a maior crise sanitária deste século, como também pelo fato de a ciência e suas pesquisas terem sido alçadas ao centro de um debate público acerca da referida pandemia. Tal conjuntura tem se apresentado de maneira contraditória, à medida que quanto maior a relevância e a atenção dadas à ciência, maiores as críticas e questionamentos, advindos especialmente das esferas política e econômica. Para realizar tal discussão, tomou-se como marco teórico o recente editorial publicado na revista Science, intitulado Persuasive words are not enough – em tradução livre, Palavras persuasivas não são suficientes –, assim como questões científicas que desde o início da pandemia foram permeadas por inúmeros acontecimentos veiculados pelas principais mídias do país. Buscando discutir aqueles desafios, foram delimitados sete eixos temáticos que conformam as seções principais deste texto, o qual contém ainda uma introdução e algumas notas finais. Os eixos temáticos são: (i) que tempos de pandemia são estes em que precisamos comunicar o óbvio?; (ii) o bote da divulgação científica navega no mar revolto das (des)informações; (iii) entre ruídos e dentro do nevoeiro, precisamos falar sobre ciência; (iv) mover a ciência do altar dos deuses; (v) não entendo, logo eu nego; (vi) falsas respostas a falsas perguntas: o exemplo da Cloroquina; (vii) seria a ciência uma das chaves de acesso ao paraíso civilizatório?

Biografia do Autor

Thiago Lustosa Jucá, Petrobras/UFC
Técnico Químico Industrial (CEFET-CE), Técnico Químico de Petróleo (Universidade Petrobras/UP), Biólogo (Licenciado e Bacharel pela UFC), Mestre e Doutor em Bioquímica de Plantas (UFC). É funcionário de carreira da Petrobras, onde exerce o cargo de Profissional Petrobras de Nível Técnico Pleno, com ênfase em Química de Petróleo. Na Companhia possui experiência com Controle de Qualidade, Certificação de Produtos e Derivados de Petróleo (Petróleo, Gás Natural, Asfalto, Óleo Combustível, Lubrificantes Naftênicos, além de efluentes industriais) e técnicas analíticas como cromatografia líquida (HPLC e íons) e gasosa (GC), absorção atômica (Chama) e motor de cetano. Já no âmbito acadêmico, têm experiência com Bioprospecção de Peptídeos Vegetais, com especial interesse em plantas laticíferas (separação, identificação e caraterização estrutural), e com Divulgação Científica. Com relação a esta, atuou como Colunista de Divulgação Científica para o Portal Nossa Ciência (Coluna do Jucá), durante mais de dois anos. Interessa-se ainda pela prospecção de substâncias com propriedades antiofídicas e seus possíveis mecanismos celulares, além de ecologia, biodiversidade e conservação de serpentes do bioma Caatinga.
Muciana Aracely da Silva Cunha, UFC
Possui Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Ceará (2003), Mestrado em Agronomia (Produção Vegetal) pela Universidade Federal de Alagoas (2006) e Doutorado em Biotecnologia da Rede Nordeste de Biotecnologia (RENORBIO) pela Universidade Federal do Ceará. Atua no ensino e pesquisa em Ensino de Ciências e Biologia, especialmente na Prática de Ensino, Estágio Supervisionado e Metodologia da Pesquisa Educacional. Membro do ESCRE(VI)VER: Grupo de Estudos e Pesquisas com Narrativas em Educação, colaborando na linha de pesquisa de Formação Docente.
Rérisson Máximo, IFCE
Arquiteto e urbanista pela Universidade Federal do Ceará (Fortaleza, 2006), especialista em Habitação e Desenvolvimento Urbano pelo Institute for Housing and Urban Development Studies (Roterdã, 2010), mestre em Arquitetura e Urbanismo pelo Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (São Carlos, 2012), doutorando em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (São Paulo, 2020) e técnico em edificações pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (Fortaleza, 2001). É pesquisador do Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos (LabHab) da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e atuou como pesquisador-colaborador do Laboratório de Estudos em Habitação (LEHAB) da Universidade Federal do Ceará e do núcleo Fortaleza do Observatório das Metrópoles. Atualmente é professor efetivo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, campus de Quixadá, onde coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas em Engenharia Ambiental Urbana e o Escritório Modelo de Assistência Técnica em Construção Civil. Atua e/ou tem interesse nos seguintes temas: planejamento urbano, políticas habitacionais, direito á cidade, moradia, tecnologia e projeto da habitação, assistência técnica, cadastro técnico-multifinalitário, geotecnologias, sistemas de informação geográfica e indicadores socio-espaciais.
Publicado
2021-03-23
Como Citar
Jucá, T. L., Cunha, M. A. da S., & Máximo, R. (2021). Desafios da divulgação e da popularização da ciência em tempos de pandemia. Revista Helius, 3(2, fasc. 3), 1812-1865. Recuperado de //helius.uvanet.br/index.php/helius/article/view/164
Seção
Artigos do Dossiê