As biotecnologias e o problema da natureza humana em Habermas

  • Juliano Cordeiro da Costa Oliveira Universidade Federal do Ceará, UFC
Palavras-chave: Habermas, Natureza Humana, Biotecnologias, Pós-metafísico

Resumo

Este artigo objetiva investigar como Jürgen Habermas conceitua sua ideia de natureza humana no âmbito de seu pensamento pós-metafísico, numa perspectiva crítica em relação às intervenções das biotecnologias na constituição de um futuro ser. A ação comunicativa habermasiana remete à prática da argumentação como instância de racionalidade. Do contrário, uma norma não seria justificada perante o outro. É justamente esta perspectiva que guia Habermas em suas reflexões sobre as intervenções biotecnológicas nos seres humanos. Habermas reflete as questões das biotecnologias e suas consequências à luz de seu pensamento pós-metafísico. Primeiramente reconstruiremos o que podemos chamar de um quadro referencial teórico do pensamento pós-metafísico, tal qual um solo teórico para pensarmos as questões colocadas por Habermas. Em seguida, explicitaremos a reflexão habermasiana acerca das biotecnologias. Por fim, enfatizaremos as possibilidades e os limites de Habermas para tratar de questões referentes às biotecnologias, tendo como referência seu pensamento pós-metafísico.

Biografia do Autor

Juliano Cordeiro da Costa Oliveira, Universidade Federal do Ceará, UFC
Doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Realizou também período de estágio na modalidade doutorado sanduíche na Ludwig-Maximilian-Universität München, em Munique, Alemanha, com bolsa CAPES. Pesquisa temas referentes ao diálogo entre religião e secularismo na democracia, à luz da Teoria Crítica e Escola de Frankfurt, com ênfase no pensamento do filósofo alemão Jürgen Habermas. Pesquisa também o debate acerca da controvérsia entre liberalismo e comunitarismo na filosofia contemporânea.
Publicado
2021-03-23
Como Citar
Oliveira, J. C. da C. (2021). As biotecnologias e o problema da natureza humana em Habermas. Revista Helius, 3(2, fasc. 3), 1606-1636. Recuperado de //helius.uvanet.br/index.php/helius/article/view/166
Seção
Artigos do Dossiê