A ciência da moralidade e a "filosofia de segunda classe"

  • José Costa Júnior IFMG
Palavras-chave: Psicologia moral, Neurociência moral, Filosofia moral

Resumo

O presente artigo aborda inicialmente um conjunto de hipóteses acerca das origens e do desenvolvimento da moralidade a partir de teses evolucionistas, oriundas da psicologia e da neurociência, juntamente com observações e críticas sobre os limites de tais hipóteses. Analisa também as possibilidades de tais análises e das discussões delas provenientes para a filosofia, retomando um antigo debate sobre a relevância das investigações empíricas para a prática filosófica. De maneira geral, defende-se que tais pesquisas contribuem para a ampliação da compreensão da nossa espécie, oferecendo um retrato mais elaborado da natureza e da condição humana. No caso específico da moralidade, é importante compreender os mecanismos psicológicos envolvidos nos juízos e nas reações morais, e a investigação do desenvolvimento de tais capacidades ajuda nessa compreensão.

Biografia do Autor

José Costa Júnior, IFMG
Professor de Filosofia e Ciências Sociais do Instituto Federal de Minas Gerais, no Campus Avançado Ponte Nova. Doutor em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Mestre, Bacharel e Licenciado em Filosofia pela Universidade Federal de Ouro Preto. Desenvolve estudos sobre concepções de racionalidade, evolução da cognição e temas correlatos.
Publicado
2021-03-23
Como Citar
Costa Júnior, J. (2021). A ciência da moralidade e a "filosofia de segunda classe". Revista Helius, 3(2, fasc. 3), 1564-1605. Recuperado de //helius.uvanet.br/index.php/helius/article/view/168
Seção
Artigos do Dossiê