Os “símbolos” nietzschianos Dioniso e Apolo e a realidade por trás do véu

The Nietzschean "symbols" Dionysus and Apollo and the reality behind the veil

  • Micael Silva UEL
Palavras-chave: Apolo, Dioniso, Nietzsche, Símbolo, Tragédia grega

Resumo

Com a intenção de ressaltar a importância que Nietzsche concede à Filosofia grega antiga, o presente trabalho traz algumas considerações acerca do significado dos termos Apolo e Dioniso na sua primeira estética. Interessa-nos refletir em como, por meio da relação entre as pulsões apolínea e dionisíaca, o filósofo concebe a origem do antigo teatro de tragédia e qual a importância deste para o percurso da cultura ocidental. Contudo, a estratégia aqui empregada é considerar o que significam, no âmbito da linguagem, os termos em questão. Pensando nisso, com uma especial atenção aos Fragmentos e Escritos póstumos, este artigo pretende indicar que Apolo e Dioniso são, na obra nietzschiana de juventude, símbolos [Symbole] que expressam uma visão de mundo artística. Para tal, o texto é dividido em três partes: 1) o que Nietzsche entende por “símbolo” de acordo com suas reflexões deixadas nos Fragmentos do período de O Nascimento da tragédia; 2) qual é a visão de mundo metafísico-artística expressa por estes símbolos; 3) qual a função metafísico-artística da tragédia grega, então considerada como a obra de arte superior.
Publicado
2021-11-01
Como Citar
Silva, M. (2021). Os “símbolos” nietzschianos Dioniso e Apolo e a realidade por trás do véu. Revista Helius, 4(1), 259e1-259e31. Recuperado de //helius.uvanet.br/index.php/helius/article/view/259