A CONCEITUAÇÃO DE PODER NO ESTADO DE NATUREZA HOBBESIANO
Resumo
Defende-se, neste artigo, uma dupla concepção do poder em Hobbes. Aquela pacificada pelos especialistas no pensador inglês, que valida a vida social a partir do contrato, a outra, que exporemos no corpo do trabalho, que garante a sobrevivência dos indivíduos no estado de natureza. Essa dupla percepção gera ambivalências na forma da compreensão do poder no pensamento de Hobbes. Nossa hipótese sustenta que o puro poder não garante nenhuma forma de sociabilidade, enquanto àquele, nascido do contrato, por gerar a figura do soberano legítimo, e produz uma forma racional de dominação. No entanto, o trânsito do estado de natureza para a civilidade exige que, já naquele estado, houvesse predisposições cognitivas, emocionais e afetivas que pressionassem a passagem de um estado a outro. Tais elementos são, também, explorados nesse artigo, como condição fundamental que justifica e, ao mesmo tempo, valida uma nova ordem social e estatal.Downloads
Publicado
2026-05-06
Como Citar
Barros Parente, F., & Alves Diniz, F. R. (2026). A CONCEITUAÇÃO DE PODER NO ESTADO DE NATUREZA HOBBESIANO. Revista Helius, 6(2). Recuperado de //helius.uvanet.br/index.php/helius/article/view/315
Edição
Seção
Artigos do Dossiê
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